Os Estandarte do Arco Real

E as Doze Tribos de Israel

Sem qualquer dúvida, o Arco Real é muito rico em simbolismo e isso é o que nós estudaremos a seguir, focando nesta primeira palestra os estandartes tradicionais presentes no Capítulo.

Disposição do Capítulo do Arco Real

O falecido irmão Roy Wells descreveu a franco maçonaria como “um sistema de moralidade velado por alegoria e algumas vezes ilustrado por símbolos”. É verdade que nem todos os aspectos e ensinamentos da maçonaria são representados por símbolos, apesar da maioria ser. É também verdade que muitas pessoas fazem extensas e profundas interpretações simbólicas em coisas que a tradição diria serem metáforas simples e diretas, se é que existe alguma.

Os estandartes das Tribos.

Os estandartes que vemos em nosso capítulo são divididos em dois grupos: os quatro no oriente, e os estandartes das Tribos de Israel.

Os quatro estandartes principais mostram: Um bezerro, um homem, um leão e uma águia. Qual o significado desses quatro? Primeiro podemos observar que esses mesmos símbolos são encontrados no lado direito do brasão da Grande Loja Unida da Inglaterra, que sabemos ter sido formado como um amalgama do brasão da Grande Loja dos Modernos (à esquerda), e do brasão da Grande Loja dos Antigos (à direita). Dessa forma pode-se deduzir a importância que a Grande Loja dos Antigos dava ao Arco Real.

Mas essa simbologia tem origem muito anterior. Na visão do profeta Ezekiel, registrada no livro de Ezekiel capítulo 1 – 14 pode-se ler:

“E aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.

No quinto dia do mês, no quinto ano do cativeiro do rei Jeoiaquim,
Veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.

Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do Norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.

E do meio dela saiu a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.

E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.

E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.

Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.

E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.

Assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas por cima; cada qual tinha duas asas juntas uma a outra, e duas cobriam os corpos deles.

E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.

E, quanto à semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo, com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos;

E os seres viventes corriam, à semelhança de um clarão de relâmpago.”

Ezekiel capítulo 1 – 14

Note pelo primeiro verso que isso ocorreu durante o tempo quando os filhos de Israel estavam na Babilônia como escravos. Ezequiel, cujo nome significa “Deus Fortalece” foi aprisionado quando Nobucodonossor invadiu a Judeia e capturou o Rei Jeoiaquim e um grande número de pessoas em 597 AC.

O profeta está sendo instruído a condenar a idolatria do povo Judeu por essa terrível visão de Deus, como um guerreiro divino, chegando numa carruagem puxada por essas quatro criaturas.

Em uma visão posterior, o profeta prevê a reconstrução de Jerusalém depois de seus inimigos terem sido destruídos e do erguimento do novo Templo. As imagens do bezerro, homem, leão e águia também aparecem no Livro das Revelações (Apocalipse) no capítulo 4:

“…E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus.
E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás.

E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando.

E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.

E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre,
Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.”

Livro das Revelações (Apocalipse) – cap 4

Essas quatro figuras, estão relacionadas com os quatro anjos apresentados nos capítulos seguintes, que por sua vez estão relacionadas com os quatro evangelistas:

  • Bezerro – São Lucas
  • Homem – São Mateus
  • Leão – São Marcos
  • Águia – São João

O primeiro autor cristão a utilizar essa analogia foi Santo Irineu de Lion, seguido por Santo Agostinho. Os dois, no entanto, associaram os animais aos evangelistas de forma diferente da que se usa hoje, posto que a ordem dos Evangelhos, no começo da Igreja, ainda não estava bem definida. Foi São Jerônimo quem começou a tratar os evangelistas da forma como são tratados hoje. São Gregório Magno explica com clareza por que referenda a sua atribuição:

“Que na verdade estes quatro animais alados simbolizam os quatro santos evangelistas, é o que demonstra o próprio início de cada um destes livros dos evangelhos. Mateus é corretamente simbolizado pelo homem porque ele inicia com a geração humana; Marcos é corretamente simbolizado pelo leão, porque inicia com o clamor no deserto; Lucas é bem simbolizado pelo bezerro, porque começa com o sacrifício; João é simbolizado adequadamente pela águia, porque começa com a divindade do Verbo, dizendo: ‘No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus’ (Jo 1, 1), e assim tem em vista a substância divina, fixando o olhar no sol à maneira de uma águia.”

São Gregório Magno – The Dialogues of Saint Gregory the Great

O Ritual nos diz que o bezerro denota a aplicação de paciência e assiduidade, o homem personifica a inteligência e a compreensão, o Leão representa a força e poder, e a águia indica prontidão e celeridade com que as vontades de Deus são executadas sempre.

Os estandartes principais são também reconhecidos como representando as quatro estações e/ou os quatro elementos. Alguns historiadores acreditam que houve um passado onde existiam apenas 3 estandartes principais: um Leão, um Cetro e uma Coroa. Se isso foi verdade, a prática foi abandonada na reorganização do ritual em 1835 quando a forma atual foi adotada.

Então é por isso que temos os quatro estandartes dos principais. Mas existe mais sobre esse assunto: Os estandartes das Doze Tribos de Israel quando colocadas apropriadamente no Capítulo do Arco Real seguem essa sequência do leste para o oeste:

Lado Esquerdo:Lado Direito:
Manassés
Uma videira em um muro
Efraim
Um Novilho
Benjamim
Um Lobo
Gade
Uma tropa de homens
Dan
Cavalo, Cavaleiro e Serpente
Simeão
Espada ou Espadas Cruzadas
Aser
Uma Árvore ou Taças
Ruben
Homem e Lago
Naftali
Uma Gazela
Zebulom
Um navio
Judá
Um Leão e um Cetro
Issacar
Um burro agachado com duas alforjas

Quando os filhos de Israel prosseguiram pelo deserto, essa era a ordem em que eles se agrupavam, com a tribo de Judá liderando, e os Levitas no centro com a arca da aliança. Esta ordem também é a mesma em que eles fincavam seus estandartes quando acampavam.

As tribos se organizavam em 4 grupos, cada um sob o estandarte da principal Tribo daquele grupo. Aqui, os quatro estandartes principais aparecem novamente. Os quatro grupos eram os seguintes:

  • No lado leste do acampamento, sob o estandarte da Tribo de Judá (o Leão) agrupavam-se Issacar e Zebulom.
  • No lado sul do acampamento, sob o estandarte da Tribo de Ruben (o Homem) agrupavam-se Simeão e Gade
  • No lado Oeste do acampamento, sob o estandarte da Tribo de Efraim (o Bezerro) agrupavam-se Manassés e Benjamim
  • No lado norte do acampamento, sob o estandarte da Tribo de Dan (a Águia) agrupavam-se Aser e Naftali

Então, quando nas preleções dizemos que os quatro estandartes dos principais representam as quatro divisões do exército de Israel, nós estamos apenas dizendo uma parte dessa história.

A preleção usada para descrever esses estandartes e as doze tribos que os ostentavam foi tirada do 49º capítulo do Livro do Gênesis, e a sua ordem correta é descrita no segundo capítulo do Livro dos Números.

1) “O estandarte do Judá foi criado por seu Príncipe Dashon. Foi designada por um leão agachado sob um cetro e uma cora. O Leão é um dos quatro componentes do Cherubin. Judá foi a Tribo Líder, e foi a mais eminentemente distinguida, tanto pela prosperidade na guerra e pela quietude em casa. Sua dignidade foi marcada pela Divina Graça em escolher David dessa Tribo para ser o Instrumento de Suas Benção para as povo de Israel. Para a Tribo de Judá foi delegada a mais honorável posição: no leste de frente para o Tabernáculo, e sob o seu estandarte as Tribos de Issacar e Zebulom montavam suas tendas. A cor de fundo do seu estandarte é o vermelho ou carmim.”

2) “O estandarte de Issacar foi criado pelo porta-estandarte do Príncipe Netharreel. Ele era azul celeste e retratava um burro agachado sob o peso da sua carga. O burro é um animal paciente e um símbolo para o trabalho duro. E, da mesma forma, a prosperidade de Issacar assentava-se nas suas terras, cultivadas com diligência e assiduidade. Em vez de se empregarem em guerras ou empreitadas mercantilistas, eles eram amantes da paz e da quietude. O ato do burro se agachar sob o peso da sua carga era um símbolo oposto da característica indolente dessa tribo, que preferiria a submissão a toda espécie de tirania opressora do que reivindicar seus direitos naturais no campo de batalha. Assim como o burro, que é um animal forte e resistente, mas prefere ir recebendo a carga imposta por outros até não aguentar mais e desabar, do que usar o seu poderoso corpo para confrontar e sacudir fora essa carga.”

3) “O príncipe Eliab criou o Estandarte da Tribo Zebulon. Ela era púrpura e trazia em seu desenho um navio. A profecia de Jacob dizia ‘Zebulon vai habitar o refúgio do mar: e ele será o refúgio dos navios: e sua fronteira será até Zion’. (Mas de fato, a Tribo de Zebulon habitava em terra firme…)”

4) “O grande Estandarte de Reuben surgiu sob o Elizur, e representava um Homem sobre fundo vermelho. Reuben foi o primeiro primogênito de seu pai, o ‘excelente da dignidade na excelência do poder’. Esses epítetos podem se referir em geral às prerrogativas dos primogênitos, as quais Reuben teria certamente gostado em por estar em acordo com sua prerrogativa, não tivesse ele perdido esse título por suas ofensas: Ele dormiu com a concubina de seu pai, e também ajudou a vender o seu irmão José como escravo. Dessa forma seu pai o desabonou como “Instável como água você nunca prosperará”. E então explicou da seguinte forma: pois a água de acordo com sua natureza flui sempre da sua situação elevada para um lugar em posição inferior a si. Dessa forma Reuben cairia da sua posição proeminente de nascença, e se estabeleceria em uma posição inferior entre as Tribos. E aquela profecia se confirmou com exatidão, pois nada de grandioso ou admirável se registrou a respeito da tribo de Reuben. Eles eram inferiores em todos os aspectos relativos às outras Tribos e a proeminência foi dada a Judá.”

5) “O Príncipe Shelumiel, como líder da tribo de Simeon, carregou um estandarte amarelo decorado com a figura de uma espada (alguns dizem que o estandarte de Simeon continha a figura de uma torre ou cidade). Simeon e Levi foram representados por instrumentos de guerra, o segundo por uma espada e o primeiro por uma adaga, em alusão à abominável visão testemunhada pelo patriarca da cidade com seus dois filhos tendo perpetrado o assassinato bárbaro dos Shechemitas por seu líder ter dormido com a irmã dos dois, e dessa forma traindo a promessa de boa vontade e gentileza. O seu pai então disse: ‘Amaldiçoada seja a vossa ira, pois foi avassaladora; e sua violência, pois foi cruel. Eu irei dividi-los em Jacob e espalha-los por Israel.’ Tendo sidos associados a sua perversidade, foi ordenado por uma Providência Dividida que a sua posteridade deveria ser desunida que eles não teriam a boa fortuna de trabalhar sua maldade sobre seus demais irmãos, a exemplo de seus progenitores. Dessa forma a Tribo de Simeon teve pouco ou nenhuma possessão na terra prometida, habitando as planícies de Judá. Alguns dos seus vagaram em busca de prosperidade tão longe como o Monte Seir, e os desertos de Gideon. A Tribo de Levi por sua vez foi dispersada entre as demais tribos e devotaram-se exclusivamente aos serviços do Altar.”

6) “O Estandarte da Tribo de Gade surgiu na época do príncipe de Eliasaph. Ela tinha o fundo branco e continha a figura de uma Tropa de Cavaleiros. ‘Gade significa uma tropa; e seria uma alusão ao nome que Jacob profetizou a respeito das dificuldades e obstáculos ao progresso da sua posteridade pela hostilidade dos seus vizinhos. Mas apesar de terem sido subjugados pela derrota algumas vezes, no fim pela assistência Divina, eles eventualmente superaram suas dificuldades e se estabeleceram firmemente e pacificamente nas terras para eles assinaladas. A profecia se cumpriu fielmente pois a Tribo tendo ocupado o campo além do rio Jordão, estava exposta às incursões dos Amonitas com as quais sofreram imensamente, mas eventualmente com os talentos militares de Jepta, os Amonitas foram subjugados e não mais causaram problemas.”

7) “Efraim regeu sob a herança de seu pai Josep e foi elevada a uma das Tribos líderes de Israel. O seu estandarte consagrado pelo príncipe Elishama tinha o fundo verde sobre o qual havia representada a figura de um bezerro, que é um dos componentes do Cherubin, e denotava paciência, persistência e força. Assim Jehová disse ‘Ephraim é a força de Minha cabeça’.”

8) “O príncipe Gamaliel liderava a Tribo de Masassés quando suas tendas eram armadas sob um estandarte vermelho decorado com a figura de uma videira crescendo sobre um muro. ‘Joseph frutificou dois fortes ramos por um solo bem cuidado’, referindo-se às Tribos de Efraim e Manassés; e a profecia se cumpriu pela proeminência dessas duas. De Joseph se disse: ‘Os arqueiros o ofendiam amargamente, e até atiraram nele’: se referindo às perseguições dos seus irmãos que o venderam no Egito e a falsa acusação pela qual ele foi jogado na prisão. Mas ‘seu arco dobrava-se sob sua força, e os seus braços e mãos foram feitos fortes pelo Todo-Poderoso Deus de Jacob’. Seus inimigos eram chamados de Arqueiros, portanto e por isso se disse que ele é armado com um arco para sua própria defesa, pela qual ele triunfou sobre seus inimigos, e elevou-se para o mais alto nível de prosperidade entre as Tribos.”

9) “Abidan, príncipe da Tribo de Benjamim estabeleceu um Estandarte verde com a figura de um lobo, porque aquela sempre foi uma Tribo cruel e guerreira. Foi profetizado que ‘Benjamim vai predar como um lobo na manhã em ele deveria dividir os espólios’. Apesar de Benjamim ser um dos grandes favoritos de Jacob, por ser o seu filho caçula, mesmo assim ele não lhe deu nenhuma benção especial, e o descreveu como o pai de uma gente feroz e hostil. E isso foi uma evidência que Jacob agia sob inspiração Divina. A Tribo de Benjamim guerreou sozinha contra todas as outras Tribos e as subjugou em batalha. Saul da Tribo de Benjamim possuía grandes talentos militares. Sua vida inteira se deu em guerra; e ao final ele e seus filhos foram todos mortos em batalha.”

10) “A Tribo de Dan foi a maior das Tribos ao lado de Judá, e foi por essa razão provavelmente que se situava sempre na retaguarda. O grande estandarte surgiu sob o Príncipe Ahiezer. Ele era de verde claro e apresentava a figura de uma águia, que é um dos componentes do Cherubin, e denotava sabedoria e grandeza. O nome de Dan significa Julgamento; e dessa forma Jacob disse: ‘Dan vai julgar o povo’. Ou em outras palavras, que aquela Tribo deveria ser a cabeça de uma das 4 grandes divisões. E ele disse ainda; ‘Dan será a Serpente no caminho’, significando que a Tribo seria notável por derrotar seus inimigos pela política em vez da força, o que se comprova em várias instâncias na Bíblia. No entanto, a Tribo de Dan foram os que líderes em idolatria e os primeiros que praticaram apostasia de Deus.”

11) O estandarte de Aser surgiu sob o Príncipe Pagiel mostrava uma Árvore ou uma Taça sobre um fundo púrpura. A Tribo de Aser tinha a promessa de um lote na Terra Santa que deveria ser prolifico e produtivo, e dessa forma ela produziu as necessidades da vida em abundância e o Monte Carmel tinha todos os melhores frutos.

12) O estandarte de Naftali surgiu sob o Príncipe Ahira, e apresentava um cervo sobre um fundo azul. A profecia dizia que ‘Naftali é um cervo livre’; denotava que a posteridade da Tribo de Naftali deveria ser de pessoas livres e espirituais, e que a Tribo seria grande após um prodigioso aumento de seu povo. E dessa forma, dos quatro filhos que Naftali trouxe para o Egito, produziram 50,000 descendentes até a época em que foram liberados do seu cativeiro. O seu lote na Terra Prometida era na Galiléia do Norte, uma terra muito conhecida pela sua fertilidade. E isso confirmava a benção que foi dada à Tribo por Moisés: ‘Naftali, servida do favorecimento e a plena benção do Senhor’.

Conclusão

As doze tribos teriam o nome de dez filhos de Jacob. As outras duas tribos restantes – Manassés e Efraim – receberam os nomes dos filhos de Yossef (José), abençoados por Jacob como seus próprios filhos. Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. Com a extinção do Reino de Israel ao norte, as dez tribos desapareceriam exiladas por Senaqueribe, o rei Assirio. As outras tribos restantes (Judá, Benjamim e Levi) constituiriam o que hoje chama-se de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).

Bibliografia: In Search of What Was Lost – Duncan Moore

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